Juventude Centrista

40 anos de Juventude Centrista
Comício 40 anos da Juventude Centrista, Teatro S. Luiz em Lisboa! Novembro 2014.

Fundada em 1974, a Juventude Centrista, mais tarde Juventude Popular, assumiu desde o início a sua função de Organização de Juventude do CDS, tendo-se constituído como Organização Autónoma.

Nascida com o novo Portugal democrático, a JC enfrentaria, de início, inúmeras dificuldades num país em transição, onde a legitimidade revolucionária e a lei da violência muitas vezes se sobrepuseram à legalidade democrática, pela qual a JC sempre se bateu e que ajudou a triunfar.

No programa da Juventude Centrista, aprovado pelo seu 1º Congresso Nacional, realizado em Bragança, de 12 a 14 de Março de 1976, pode ler-se: A primeira geração de jovens centristas reconhece que as dificuldades próprias da sua missão estão acrescidas pela inexistência de uma verdadeira Democracia em Portugal e pelo clima de desrespeito cívico e violência que continua instalado no país” e ainda: “A primeira geração de jovens centristas tem a consciência de que poderá usar do direito de defesa, enquanto Portugal não viver em Democracia”. Este documento, largamente marcado pela situação que então se vivia no País, é no entanto fundamental para que a actual e as futuras gerações de jovens do CDS possam compreender a batalha então travada e o espírito de resistência que dela resultou que, de resto, se tornou indissociável da própria natureza da organização. O direito de defesa a que se fazia referência no Programa não era, com efeito, uma mera invocação, como seria amplamente demonstrado aquando do cerco ao 1.º Comício da JC, no Teatro S. Luiz, em Lisboa, por agitadores que, não satisfeitos com a violência gerada naquela manifestação pacífica de jovens democrata-cristãos, viriam de seguida a assaltar a Sede Nacional do CDS, causando inúmeros danos.

Este primeiro Comício realizou-se a 4 de Novembro de 1974, data que a JC viria a consagrar como comemorativa do seu aniversário, homenageando, assim, o espírito de resistência dessa sua primeira geração. As dificuldades e a resistência seriam particularmente significativas nas escolas onde os militantes da JC eram perseguidos e, muitas vezes, saneados por defenderem uma concepção de ensino personalista e a dignificação da escola.

Sem abordar toda história da Organização, cumpre, no entanto, referir, que a JC viria, com a progressiva consolidação da democracia em Portugal, a ganhar um estatuto de primeiro plano entre as diversas organizações políticas de juventude, vencendo inúmeras eleições e desempenhando um papel muito activo no movimento associativo estudantil, quer secundário, quer universitário.

A JC caracterizou-se também por ser, dentre as organizações políticas de juventude, aquela que de forma mais correcta e atempada apresentou soluções ao nível da política de juventude, sendo, de resto, a primeira a apresentar uma proposta de política global de juventude, através de um documento editado em Março de 1982.

Em 28 de Março de 1998 a JC mudou a sua designação para Juventude Popular.

Ao longo destes mais de trinta anos de história, a Juventude Popular foi capaz de acolher jovens do centro e jovens da direita. No seu património reúnem-se os valores da democracia-cristã à iniciativa do liberalismo e à prudência do conservadorismo. Estas são as traves do projecto que, diariamente, ajudamos a construir: um projecto assente na adesão sincera aos ideais da democracia pluralista, na permanente defesa dos princípios de uma doutrina humanista, no respeito integral pela liberdade individual e na promoção do pregresso social.